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‘Viralização’ com celebridade na web rende R$ 6 milhões a agência em um ano

Comercializando “virais”, uma agência de publicidade virtual de apenas dois anos de vida faturou R$ 6 milhões em 2013.Suspendam os antigripais; estamos falando de assuntos que viram mania na internet a partir das redes sociais. O trunfo da agência é manter um exército de celebridades a postos para utilizarem suas contas no Twitter, Facebook, Instagram, YouTube e até seus blogs pessoais para publicar um elogio que seja sobre uma marca.

 

São 160 famosos brasileiros, mas nessa semana a empresa reforçou sua linha de frente com artilharia internacional. Jay-Z, P.Diddy, Lindsay Lohan, Beyonce, Justin Bierber, Paris Hilton e Kim Kardashian poderão tuitar sobre marcas e produtos brasileiros –não falam português, mas seriam a “cereja do bolo de uma campanha”.

 

Além de trabalhar com a “viralização” na web, a  agência vai levar a contratação de seus serviços para a internet. A plataforma informará o preço (por tuíte, mensagem na web, etc) e permitirá detalhar o planejamento da campanha. A ferramenta faz parte dos planos para elevar o faturamento em 2014 para R$ 9 milhões –no primeiro ano, foi de R$ 1,2 milhão.

 

Tiro de canhão
O tuíte da celebridade é só o primeiro passo para um assunto se tornar viral na internet. Além disso, manter um famoso tuitando ou compartilhando mensagens sobre uma marca custa caro. De R$ 3 mil a R$ 80 mil uma mensagem no Twitter (é isso mesmo). Se estiver nos planos uma mensagem de Jay-Z, serão US$ 200 mil.

 

Depois do tiro de canhão, entra em cena a segunda parte da disseminação: uma estratégia chamada na agência de “hold block” (fechar a estrada, em tradução livre), nas redes sociais com um time de grandes tuiteiros, ou melhor, webcelebridades”, descrevendo o esforço para que “a campanha não caía”.

 

Vírus
Para mensurar o alcance, a agência utiliza uma plataforma de monitoramento para analisar a dimensão da “viralização”. Eles contam que durante a campanha #RaulEstáVivo, encomendada pela Vivo, sobre o cantor Raul Seixas (1945-1989), chegou a 90 milhões de pessoas. Um dos posts patrocinados, o do escritor Paulo Coelho, atingiu 5 mil compartilhamentos.

 

O software de análise considera o número de seguidores da celebridade (Paulo Coelho tem 18,6 milhões no Facebook e 24,8 milhões no Twitter), quantas vezes a postagem foi compartilhada ou “curtida” e quantos contatos têm cada uma das pessoas que decidiram replicar a mensagem.

 

Nos Estados Unidos, a Comissão Federal do Comércio (FTC, na sigla em inglês) renovou em 2013 após 13 anos uma lista de orientações sobre publicidade na internet, para abranger as redes sociais e, principalmente, o Twitter. Por lá, a promoção de um produto ou empresa tem que conter aviso explícito de que se trata de uma peça publicitária. Nem que seja por meio de uma hashtag #sponsor (#patrocinado). Por aqui, o internauta corre o risco de ser portador do “vírus” e até de transmiti-lo. Mas pode nem saber.

 

fonte: http://zip.net/bwnbjk

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